Ansiedade e medo – o que fazer

Pandemias, terremotos, tsunamis, guerras, problemas familiares, problemas conjugais, doenças entre outras causam uma carga emocional muito grande. Cada um de nós lida com essas emoções de formas muito diversas.

Ansiedade e medo são conceitos que se misturam, mas cada pessoa porta ambas as coisas em intensidades diferentes. Suas intensidades aumentam, como está sendo demonstrado, em situações de isolamento social, a ponto de as pessoas as manifestarem mediante sintomas, como tosse, febre, falta de ar, sudorese, sensação de cansaço e taquicardia, explica o psicólogo da Rede Ebserh, Diogo Bendelak. Como a falta de ar, por exemplo, é um dos sintomas da covid-19, isso nos leva muitas vezes a confundir os quadros clínicos, segundo o psicólogo.

Ansiedade é uma preocupação intensa, excessiva e persistente e de medo de situações cotidianas.

Os especialistas da área nos ensinam que o medo não é uma emoção patológica, mas algo universal, próprio dos animais superiores e do homem. O medo é um estado de progressiva insegurança e angústia, de sentimento de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar, diante da qual, progressivamente, nos consideramos menos capazes de enfrentar ou vivenciar.

A ideia de compartilhar com vocês, queridos leitores, esses assuntos tão atuais é de nos solidarizarmos e buscar algum conforto em um momento inédito para todos nós. Lembrar que há providências que podem ajudar a enfrentar esses sentimentos, ajudar a manter nossa saúde mental em harmonia e que podemos aproveitar esse momento para repensar coisas e identificar valores em nossa vida.

Uma providência simples para os que têm acesso à internet é entreter-se por algum tempo do seu dia, com uma programação variada, acessada pelo seu computador ou celular, e então ouvir música, visitar exposições virtuais de produções artísticas – pinturas, esculturas, teatro -, assistir a filmes, exposições em museus ou atividades circenses. Também é recomendável ter em mente que a necessidade de distanciamento social é passageira.

Reserve para si um tempo para atividades de lazer como essas. Para tanto, pode combinar com amigos e amigas que façam o mesmo e após contatem-se à distância para discutir o espetáculo, o filme. Tudo isso feito do seu sofá, obviamente.

Despender seu tempo com esse tipo de prazer lhe permitirá, por exemplo, perceber que talvez não haja necessidade de estar consumindo permanentemente o noticiário. A este também deve ser reservado um tempo diário, mas não todo o tempo do seu dia. Importantíssimo também será filtrar as fontes, pois como sabemos há muita informação que além de perturbadora é simplesmente falsa ou que nos induz a um falseamento da realidade.  Suas fontes devem passar obrigatoriamente pelo seu critério de confiança. Informações falsas, estranhamente, aumentam a ansiedade.

Além dessas providências não podemos descuidar das recomendações usuais de boa alimentação, exercícios físicos, beber água e comunicar-se com os familiares e amigos.

Criar, enfim, uma rotina própria para essas coisas e descontrair!

Publicado por comtudo50

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