O ano de 2021 começa exatamente como 2020 terminou. O cenário é de pandemia; negação da ciência; disputa política; imbecilidades ideológicas que prejudicam as relações entre países e diretamente no que diz respeito a insumos das vacinas; incertezas e MUITAS MORTES. A única notícia BOA é a aprovação das vacinas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Quais vacinas?
As que ANVISA aprovou no Brasil e que estão sendo adquiridas pelo ministério da Saúde e incorporadas ao PNI (plano nacional de imunização) são duas: As vacinas da coronaVac que estão sendo envasadas no Instituto BUTANTÃ e, depois serão fabricadas numa planta que está sendo construída no mesmo instituto (previsão para operar no ano que vem) e as da AstraZeneca/Oxford que serão produzidas pela FIOCRUZ e, também no próximo semestre poderão ser produzidas numa planta brasileira. Além do Brasil, Indonésia, Turquia, Chile e a China podem utilizar esse imunizante (coronaVac).
Existem outras vacinas já aprovadas em outros países?
Sim, há pelo menos mais três vacinas que estão sendo utilizadas na União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos e uma na Rússia. A Suíça (não faz parte da união europeia) é o primeiro país a registrar e autorizar o uso não emergencial da vacina da Pfizer/BioNTech em sua população, baseada nos critérios de segurança, eficácia e qualidade. A vacina da Rússia chamada Sputnik V está sendo utilizada além deles pela Argentina.
Só para ter uma ideia de como nossa situação está atrasada, vejam esta informação: Suíça tem 8,6 milhões de habitantes, comprou 15,8 milhões de doses de vacinas, sendo 3 milhões da Pfizer/BioNTech, 7,5 milhões da Moderna e 5,3 milhões da AstraZeneca. Aí você pode dizer, não há comparação com Brasil que é um país continental, tem aproximadamente 212 milhões de habitantes, uma logística complicada, etc; concordo plenamente, o que queria destacar é que quando existe uma programação para enfrentar a pandemia o governo tem que diversificar na compra das vacinas, exatamente como o exemplo acima.
Como funcionam as vacinas?
As vacinas introduzem no nosso organismo um corpo estranho, semelhante ao vírus que, estimula nosso organismo a produzir anticorpos para combater esse adventício, assim, quando o vírus verdadeiro entra no nosso sistema, o sistema imune lembra de ter recebido um visitante parecido e tenta combatê-lo.
Por que devemos nos vacinar?
Porque: ao receber uma vacina promovemos uma proteção individual e coletiva
é a principal esperança para conter a disseminação do vírus
diminui o risco da doença evoluir para um estado mais grave
o aumento da imunização diminui o número de pessoas que transmitem o vírus
ao diminuir a chance da doença diminui a carga nos serviços de saúde pública
ao diminuir a carga nos serviços públicos outras doenças podem ser tratadas
Quando atingimos a imunidade coletiva?
A imunidade coletiva é atingida quando o número de pessoas imunes a uma infecção chega a um nível que freia a sua disseminação.
No Brasil é muito difícil prever porque a vacinação é muito incipiente. Por exemplo, nos EUA, segundo os especialistas, será atingida essa meta daqui a 300 dias, se a vacinação continuar.
Então, a pandemia não acabou, se puder fique em casa.
Se não puder use máscara, lave as mãos e evite aglomerações
