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MEDICINA “P4” E OS DESAFIOS NO BRASIL

Prevenir é melhor que remediar”. Nunca um ditado popular foi mais adequado do que em esta situação. A medicina “P4” (Preventiva, Preditiva, Personalizada e Participativa) é aquela que trata do indivíduo antes da doença se manifestar. Ela pode ser entendida como uma prática na qual diagnóstico e tratamento adequados são feitos no paciente certo no momento certo.

Qual é o objetivo da medicina P4? O objetivo é oferecer aos pacientes as melhores opções para cuidar da saúde aumentando a qualidade de vida.

A medicina personalizada é igual à medicina tradicional? Não. Na medicina tradicional a doença é a que norteia a tomada de decisões no atendimento médico, na conduta da equipe e nos sistemas de saúde. Na medicina personalizada a pessoa é o centro do acompanhamento à saúde. Ou seja, esta baseia seu diagnóstico e tratamento na análise genética do paciente. Assim é possível identificar, prevenir e tratar doenças de acordo com as particularidades de cada pessoa e de cada organismo. Sabemos que há muitas doenças que estão relacionadas à predisposição genética.

Quais são os desafios para a implementação desse tipo de medicina no nosso país? Os desafios são muitos e complexos.
1) Alto custo, apesar da redução substancial dele nos últimos tempos. É necessário fazer o sequenciamento genético do paciente.
2) Construção de bancos de dados brasileiros.
3) Desigualdade racial e social. Hoje a maioria dos bancos de dados internacionais praticamente não contém dados de genomas dos diferentes grupos populacionais que constituem nossa sociedade (nativo-americanos e africanos). A pesquisa em genômica populacional de brasileiros é muito recente. O centro de pesquisas sobre Genoma Humano e Células-tronco (CEGH-CEL) do instituto de Biociências da Universidade de São Paulo-USP- iniciou um projeto de pesquisa para construção desse banco genômico de brasileiros idosos, com o objetivo de montar uma referência de controles para estudos genômicos considerando as ancestralidades presentes em nossa população.
4) os pacientes brasileiros que têm dinheiro e pagam para ser sequenciados para fins de diagnóstico molecular ou para aplicar em medicina personalizada, quando comparam os resultados com os bancos públicos disponíveis, os quais contém dados de pessoas de ancestralidade europeia, encontram dificuldade na interpretação. Isso se deve ao fato de um número significativo de variantes de nosso genoma não aparecer nesses dados.
5) Incluir nosso Sistema único de saúde (SUS) como via de implementação em larga escala desses avanços que envolvem genômica e medicina. Nossa arquitetura genética particular impede a importação de modelos com ancestralidade diferentes derivados de europeus e norte-americanos, podendo levar a erros de interpretação, obtendo-se diagnósticos errados. Se queremos que este tipo de medicina seja amplo e irrestrito o SUS deve ser incluído.

Se por um lado este tipo de medicina nos possibilita avanços na saúde da população, por outro, dependendo da situação a descoberta de problemas de saúde do indivíduo pode dificultar a sua colocação no mercado de trabalho, ou ainda, na sociedade.

Infelizmente a pandemia não acabou. Continuem seguindo as orientações, lave sempre as mãos, use máscara quando sair de casa. Não deixe de se vacinar. Apenas juntos conseguiremos sair dessa.

Um abraço do time do Com Tudo 50+

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Publicado por comtudo50

Membro permanente de com tudo 50+

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