DICAS FRANCESAS Festival Varilux e Stefan Draschan

1-Lembrando a todos: A EMBAIXADA DA  FRANÇA NO  BRASIL, EESSILOR/VARILUX, está patrocinando o Festival V

arilux: cinema francês em casa!!

São 50 filmes gratuitos até 25 de agosto de 2020! Uma oportunidade muito boa pra ocupar suas tardes de carentena.

2- VISITANTES COMBINANDO COM OBRAS DE ARTE!!!   FOTÓGRAFO DIFERENTÃO

Stefan Draschan, fotógrafo francês visita museus de arte para criar suas próprias peças.

Imagine, ele visita os museus aguardando, adivinhem o que?

Que o visitante combine com a obra de arte! Como assim? Já explico.

O visitante tem que ter algo que ligue ambos! As combinações podem ser das roupas, penteados, cores ou até barbas dos visitantes.

https://www.demilked.com/people-match-art-stefan-draschan/





Mostre seu Estilo ao Mundo

A moda é uma expressão da liberdade individual se você a experimenta como a plenitude do seu estilo pessoal; entendido o estilo como algo que se constrói com uma boa dose de autoconfiança. Esse é um ensinamento que obtive ao ler, há cerca de dez anos, um livro de uma editorialista latino-americana de moda. Concluía seu livro dizendo “estilo surge quando você se ama o bastante para se vestir só para si, pois, no fim das contas, você é o único juiz que realmente tem autoridade”.

Na mesma época, num outro livro, de um jovem jornalista precocemente morto, li que nos primeiros dez anos do Século XXI, longe de ter havido uma tendência de moda hegemônica, que teria arrebatado a todos, ocorrera uma convivência de tendências. Várias tendências de estilo e produtos, que expressavam uma maior diversidade de gostos na sociedade, em que se tentou aproximar a chamada alta-costura e o consumo mais popular.

Há algum tempo chegam-nos notícias da ‘moda com propósito’, que seria uma atitude consciente dos estilistas e dos consumidores de fazerem da indústria e da cultura da moda uma atividade social mais sintonizada com os valores dos indivíduos. Ou, dizendo-se numa linguagem mais militante, tais valores seriam os de um mundo ambientalmente sustentável, de relações econômicas e sociais menos depredadoras e de maior justiça para com a dignidade das pessoas.

Os parágrafos acima expressam duas visões complementares da moda: uma forma de expressão da liberdade de cada pessoa em estar sintonizada com a sua própria identidade e autoconfiança e, a outra visão, uma forma de atividade social e econômica por meio da qual se procura atender aos valores do cliente, de preferência não se reduzindo ao mero consumismo, mas ancorada na exigência autoconsciente do consumidor em respeitar valores de dignidade social e de sustentabilidade ambiental.

Os criadores e gestores de moda estariam, então, neste exato momento se perguntando: como atenderei, com a sinalização de uma tendência, os gostos e valores daquela pessoa? Quais são os seus valores e os seus gostos? No outro polo, cada uma das pessoas, por sua vez, ao dirigir-se a sua arara, ao seu armário, ao seu guarda-roupa ou ao seu ‘closet’ e escolher a roupa que usará, estaria se perguntando: como expressarei minha personalidade e os meus sentimentos em relação ao mundo e às pessoas hoje?

Quando se trata da população com mais de sessenta anos, seguramente há um vazio enorme a ser preenchido. Somente muito recentemente essas pessoas passaram a receber atenção direcionada desse setor da economia. É impressionante que, ao menos com justificativa de criação de valor econômico, o mercado não tenha se dado conta das necessidades a satisfazer desse segmento. Durante muito tempo o mercado simplesmente ignorou essas pessoas. Consideremos que a cadeia produtiva da moda se mistura grandemente com a cadeia produtiva do vestuário. Portanto, são milhões e milhões de pessoas em todo o mundo que movimentam esse amplo mercado. É sua fonte de sustentação buscar atender às necessidades das pessoas. E mesmo assim a atenção com as mulheres e homens da terceira idade foi relegada.

Numa perspectiva, vestir-se é uma necessidade. Noutra perspectiva, complementar, fazê-lo com estilo próprio, orientando-se e posicionando-se em relação às tendências, é expressão da liberdade individual.

Voltando à editorialista mencionada há pouco: confie em si mesmo, dê sua mensagem ao mundo, construa e exerça seu estilo próprio. Ame-se. Você é única. Você é único. Como se expressará hoje?

Ansiedade e medo – o que fazer

Pandemias, terremotos, tsunamis, guerras, problemas familiares, problemas conjugais, doenças entre outras causam uma carga emocional muito grande. Cada um de nós lida com essas emoções de formas muito diversas.

Ansiedade e medo são conceitos que se misturam, mas cada pessoa porta ambas as coisas em intensidades diferentes. Suas intensidades aumentam, como está sendo demonstrado, em situações de isolamento social, a ponto de as pessoas as manifestarem mediante sintomas, como tosse, febre, falta de ar, sudorese, sensação de cansaço e taquicardia, explica o psicólogo da Rede Ebserh, Diogo Bendelak. Como a falta de ar, por exemplo, é um dos sintomas da covid-19, isso nos leva muitas vezes a confundir os quadros clínicos, segundo o psicólogo.

Ansiedade é uma preocupação intensa, excessiva e persistente e de medo de situações cotidianas.

Os especialistas da área nos ensinam que o medo não é uma emoção patológica, mas algo universal, próprio dos animais superiores e do homem. O medo é um estado de progressiva insegurança e angústia, de sentimento de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar, diante da qual, progressivamente, nos consideramos menos capazes de enfrentar ou vivenciar.

A ideia de compartilhar com vocês, queridos leitores, esses assuntos tão atuais é de nos solidarizarmos e buscar algum conforto em um momento inédito para todos nós. Lembrar que há providências que podem ajudar a enfrentar esses sentimentos, ajudar a manter nossa saúde mental em harmonia e que podemos aproveitar esse momento para repensar coisas e identificar valores em nossa vida.

Uma providência simples para os que têm acesso à internet é entreter-se por algum tempo do seu dia, com uma programação variada, acessada pelo seu computador ou celular, e então ouvir música, visitar exposições virtuais de produções artísticas – pinturas, esculturas, teatro -, assistir a filmes, exposições em museus ou atividades circenses. Também é recomendável ter em mente que a necessidade de distanciamento social é passageira.

Reserve para si um tempo para atividades de lazer como essas. Para tanto, pode combinar com amigos e amigas que façam o mesmo e após contatem-se à distância para discutir o espetáculo, o filme. Tudo isso feito do seu sofá, obviamente.

Despender seu tempo com esse tipo de prazer lhe permitirá, por exemplo, perceber que talvez não haja necessidade de estar consumindo permanentemente o noticiário. A este também deve ser reservado um tempo diário, mas não todo o tempo do seu dia. Importantíssimo também será filtrar as fontes, pois como sabemos há muita informação que além de perturbadora é simplesmente falsa ou que nos induz a um falseamento da realidade.  Suas fontes devem passar obrigatoriamente pelo seu critério de confiança. Informações falsas, estranhamente, aumentam a ansiedade.

Além dessas providências não podemos descuidar das recomendações usuais de boa alimentação, exercícios físicos, beber água e comunicar-se com os familiares e amigos.

Criar, enfim, uma rotina própria para essas coisas e descontrair!

Humanos e animais no mesmo espaço urbano.

É possível que você tenha notado nos arredores de onde mora ou trabalha a presença espantosa de algum animal silvestre. Espantosa pela razão evidente de que aquilo é inesperado, não está de acordo com sua expectativa, não era para estar acontecendo. Um gambá na sua garagem e pronto, que susto! Para você e para o gambá! Não o maltrate, devolva-o à natureza. Mas e se forem dezenas de gambás? E se eles estão ali porque você não está ocupando o espaço?

Talvez você tenha recebido nos tempos recentes em suas redes sociais imagens de golfinhos nas águas de Veneza e da Sardenha, javalis nas ruas de Paris, civetes e macacos em grandes cidades da Índia, cervos próximos a Londres ou nas ruas de Nara, Japão, patos e gansos em Telaviv, leões da montanha em cidades do Colorado, lhamas, leopardos, emus, corujas-do-mato, lobos, cabras-monteses, às vezes em grupos de dezenas ou centenas em áreas urbanas, algo que simplesmente nos espanta, porque, de alguma forma, nos diz o bom senso, não era para estarem ali!

Esses vídeos agradáveis – engraçados, até! – chegaram a nossas redes sociais para exemplificar o efeito do confinamento humano durante a Covid-19 sobre o comportamento dos animais. Ou seja, veja como a natureza avança sobre o habitat urbano tão logo este ser racional se retrai, se refugia em seu amplo espaço do lar, mas limitado espaço da casa ou da residência!

Não sei quantos de nós, surpresos e bem-humorados com os vídeos, se indagavam silenciosamente: há algo mais que esse comportamento dos animais pode significar? 

Sim, há, segundo um artigo do jornal El País. Dizem os biólogos consultados na matéria: esse é um comportamento de extremo risco para os animais. Esclarecem: quando o ser humano voltar à normalidade de suas vidas, reocupar as vias públicas de suas cidades e parar de alimentá-los, melhor seria que esses animais não tivessem se transformado tanto a ponto de não mais conseguirem sobreviver em seu habitat natural, as matas, os bosques, as florestas, onde devem todo dia prover sua sobrevivência, obtendo alimento e segurança por si próprios. Estes são os animais silvestres e a sua natural interação com os seres humanos, a flora e o ambiente físico.

Indo um pouco além no raciocínio, podemos ainda retrucar: mas quantas coisas nossa sociedade vem produzindo nos anos recentes que, aparentemente nos espantaram, nos surpreenderam e, ainda assim, nos reorganizamos, nos adaptamos e seguimos em frente? São inúmeras. E as chamamos de inovação tecnológica: algo inesperado que se insere no nosso ambiente, no nosso dia-a-dia, induz mudanças em nosso comportamento, numa palavra, transforma nosso mundo circundante. E, reagindo a isso nós, às vezes com alguma resistência, simplesmente reformulamos nosso comportamento e seguimos em frente. Este é o ser humano.

Os animais silvestres em breve retornarão a seus habitats e não mais serão alimentados pelos humanos ou competirão com estes e seus veículos nas vias públicas ou pelas sombras das árvores dos bem-cuidados jardins para procriação.

A boa notícia central desse episódio é que ‘os seres humanos, em toda a sua diversidade, voltarão à normalidade de suas vidas’. E nesse momento esperamos voltar melhores, pois – ainda que pelas piores razões – estivemos confinados e refletindo sobre a vida e nosso comportamento. E também porque a vida sofre transformações pelas tecnologias inovadoras que a própria humanidade se impõe. Será uma outra normalidade, será um novo campo de interação social, dizem alguns estudiosos. A normalidade da vida voltará, portanto. Cabe a nós, ativamente, influir nos novos moldes dessa normalidade.

Especial: Cirque du Soleil Hoje!!!

Hoje às 15 horas haverá uma apresentação especial e gratuita do evento One Night for one Drop do Cirque du Soleil!!           O show é uma ótima pedida para curtir o feriado direto do conforto de sua casa.

Você pode assistir à esta transmissão extraordinária no canal oficial do circo. Para facilitar sua vida já trouxemos o link, é só clicar aqui.

O espetáculo é uma ação filantrópica para arrecadação de fundos para a fundação One Drop. Encabeçada pelo criador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté, a iniciativa visa trazer o acesso a água para todos.

ENTRETENIMENTO

A QUARENTENA abriu novas portas, ou melhor: ela nos lembrou que as reflexões trazem benefícios. Podemos refletir: sozinhos? Com os filhos? Com a pessoa amada?
Contribuindo assim para melhorar o nosso isolamento e o de quem está com a gente!

Temos vários sites que neste momento de reclusão nos auxiliam a manter uma sanidade mental, espiritual e cultural!!!
Listei alguns que podemos sempre acessar! O cardápio é diversificado. Escolha!

1-
O Instituto Moreira Salles (IMS), tem vários acervos, para todos os gostos.
Fotografia, Iconografia, Literatura, Música, Biblioteca de fotografia e Walter Moreira Salles. Desfrute! Comente! Compartilhe!
A hora é agora!!! Acesse aqui.
Existe também uma seção #IMSquarentena com ensaios do acervo, colaborações inéditas e uma seleção de textos que ajudem a refletir sobre o mundo em tempos de pandemia.  Acesse aqui

2-
USP (Universidade de São Paulo), disponibiliza conteúdo cultural de forma on line e gratuito. O site é chamado USP Cultura em Casa! Foram divididos em 4 editoriais: Arte, Patrimônio Cultural, Ciências e Comunidade. Acesse aqui

3-
E pra sair um pouco só desse lado da educação trazemos dicas de filmes cults. A embaixada da França no Brasil está patrocinando o Festival Varilux: cinema francês em casa.

São 50 filmes gratuitos até 25 de agosto de 2020! Uma oportunidade muito boa pra ocupar suas tardes de carentena.

A gente explica na imagem abaixo como acessar. Ponha nos comentários as suas impressões! Fiquem em casa!!

Idosos contra Abuso (III)

Os dados sobre abuso contra idosos no Brasil revelam uma triste realidade operada, em grande parte, por pessoas que têm a confiança dos idosos, frequentemente familiares ou pessoas que compartilham do ambiente domiciliar. É assim também para os casos de abusos financeiros. Mais da metade dos crimes de abuso econômico de idosos é perpetrada por parentes, como filhos, netos e sobrinhos.

Abuso financeiro é um ato intencional em que o explorador, enganando ou oferecendo ajuda desinteressada, subtrai do idoso recursos financeiros ou patrimoniais, com o objetivo de obter para si próprio benefícios indevidos. Para tanto operam mediante fraude, imposição da vontade, roubo ou desvios inicialmente desapercebidos de recursos e patrimônios do idoso.

São poucos, no Brasil e no mundo, os estudos científicos sobre abuso financeiro contra idosos. A Revista Brasileira de Enfermagem publicou, em 2019, um estudo de pesquisadores dos estados de Piauí e São Paulo, em que procuraram artigos científicos publicados entre 2009 e 2016 em todo o mundo sobre esse abuso e sua relação com a saúde. Encontraram apenas quinze artigos, sendo que um terço deles havia sido publicado nos EUA.

Esse aparente desinteresse da comunidade científica contrasta com a importância que o assunto revela nas bases de denúncia e apuração nacionais. Por exemplo, no Brasil, o número elevado de denúncias de exploração dessa natureza a coloca como o terceiro maior tipo de abusos sofridos por essa população.

Para os pesquisadores isso se deve a que muitas perdas financeiras sofridas por idosos não são percebidas por eles ou pelas pessoas próximas como sendo abuso. Compreende-se ainda mal, portanto, o que seja esse abuso. Essa dificuldade em perceber é analisada como fatores de risco, ou seja, situações encontradas como propiciadoras para que a exploração seja executada. Por exemplo: devido à confiança que a vítima deposita num familiar aproveitador, ou também pela dependência que o idoso apresenta, dada à fragilidade adquirida pelo envelhecimento ou por adoecimento, frente a um cuidador.  O dano é real mas de difícil visibilidade.

O estudo emite um alerta adicional de que é muito frequente que a violência financeira-patrimonial venha acompanhada de outros tipos de abuso e que, dessa forma possa agravar e acelerar o grau de dependência do idoso, quadros de depressão, sofrimento mental e a restrição do acesso do idoso a seus direitos, poderes e vontades.

O Centro Internacional sobre Envelhecimento -, uma instituição que reúne pesquisadores e órgãos oficiais de Espanha e de Portugal – sugere que estejamos atentos para os sinais que podem apontar casos de abuso financeiro contra idosos. Basicamente, esteja atento nas conversas com idosos a comentários fortuitos quanto à dificuldade de acesso a bens básicos devido aos preços, à acumulação de contas a serem pagas, sobre alterações significativas no saldo de contas-corrente, mudanças nos testamentos ou o inexplicável desaparecimento de bens. Esses comentários podem provir de difícil situação financeira, mas também podem, por outro lado, indicar uma transferência financeira de mãos, indevida e vil, a um aproveitador.

Nós do COM TUDO 50+ sugerimos que você faça uso dos três endereços a seguir para esclarecimentos, denúncias e mais informações:

ligue180.mdh.gov.br

disque100.mdh.gov.br

ouvidoria.mdh.gov.br

Se você tiver outras indicações de telefone e link para a mesma finalidade, compartilhe conosco.

COVID-19 e COMORBIDADE

Segundo a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde o Novo Coronavírus foi nomeado como SARS-CoV-2. Este Novo Coronavírus produz a doença chamada COVID-19, sendo o agente causador de uma série de casos de pneumonia que começou na cidade de Wuhan, China e que hoje está em todos os países, o que obrigou à Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar pandemia. O termo Pandemia se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão comunitária entre as pessoas. Transmissão comunitária: é a transmissão do vírus entre a população – um paciente infectado que não esteve nos países com registro da doença transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou.

O vírus tem alta transmissibilidade e provoca uma síndrome respiratória aguda que varia de casos leves – cerca de 80% – a casos muito graves com insuficiência respiratória –entre 5% e 10% dos casos. Sua letalidade varia, principalmente, conforme a faixa etária e condições clínicas associadas.

Essas condições clínicas associadas são as que determinam o nível de gravidade do caso, sendo de fundamental importância definir se a pessoa apresenta comorbidades. O termo comorbidade é formado pelo prefixo latino “com”, que significa contigüidade, correlação, companhia, e pela palavra morbidade, originada de “mor-bus” também do latim, que designa estado patológico ou doença. Assim, deve ser utilizado apenas para descrever a coexistência de transtornos ou doenças.

Ainda, de acordo com a SAPS, os pacientes positivos para COVID-19 que apresentarem comorbidades como as relacionadas abaixo, NÃO poderão ter acompanhamento ambulatorial da doença nas ESF (Estratégia saúde da família).

Lista de doenças de acordo com a SAPS:

Asma mal controlada

Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade

Diabetes

Displasia broncopulmonar com complicações

Doença cardíaca crônica                          

Doença cardíaca congênita

Doença cardíaca isquêmica descompensada

Doenças respiratórias crônicas        

Doenças renais crônicas em estágio avançado graus 3,4 e 5.

Fibrose cística com infecções recorrentes

Imunossupressos

Insuficiência cardíaca mal controlada        

Imunossupressão por doenças e/ou medicamentos

Paciente em diálise                                         

Portadores de doenças cromossômicas e com estado de fragilidade imunológica (Ex: síndrome de Down)

Transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea

De acordo com o exposto a doença representa uma crise sanitária da saúde global, atinge 187 países e a nós brasileiros em particular, por isso, é o momento de uma reflexão estrutural sobre a sobrevivência humana.    

Se gostaram do post compartilhem e sugiram novos temas.

https://comtudo50.art.blog/2020/04/27/COVID-19-comorbidade

Um novo desafio para idosos e mais jovens

Órgãos oficiais brasileiros informam que sessenta e três mil pessoas com mais de sessenta anos de idade residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos – ILPIs. A julgar pelo que vem acontecendo em outros países, elas podem estar em grave risco de serem atingidas pela pandemia do Covid-19.

Parece ter contribuído para o elevado número de perdas de vida nos asilos, em território italiano, que (1) idosos, diagnosticados como casos menos graves da doença, fossem transferidos para essas instituições; (2) não ter-se reduzido devidamente o trânsito de familiares para visita. Serviram as duas situações para levar para dentro dos asilos e casas de repouso o agente causador da doença.

Nos EUA, o mesmo pode ter ocorrido devido ao contato com trabalhadores que não dispunham de equipamentos de proteção adequados. Na Bélgica, Canadá, França, Irlanda e Noruega mais de 50% do total de vítimas fatais seriam procedentes de asilos. Os exemplos são inúmeros e ocorrem em muitos outros países. Na Espanha, dados da imprensa apontaram 13.500 mortes relacionadas à Covid-19 nessas instituições de cuidado/residência de idosos.

O risco para os idosos em asilos, casas de repouso, casas geriátricas é real, portanto.

Como temos argumentado neste espaço, as pessoas dessa faixa etária tornaram possíveis as sociedades atuais, com suas comodidades e também inseguranças. E o fizeram enfrentando riscos próprios de seus tempos, muitas vezes nos anos de sua juventude ou na fase de adultos jovens. As dificuldades que enfrentaram não foram poucas. Aquelas pessoas construíram o seu futuro, que vem a ser as sociedades presentes.

E convenhamos que são muitas as maravilhas e oportunidades de que dispomos hoje! Também são grandes os desafios. Grandes realizações; também grandes riscos. Esse é um legado dos que hoje chamamos Terceira Idade aos dias atuais. Suas realizações nos incentivam e nos interrogam: qual a fronteira que vocês ultrapassarão? Que flagelo precisam vencer? O que ameaça sua liberdade? Os ensinamentos dos nossos idosos sugerem: não se acomodem.

Voltando à grave crise que nos pressiona: recentemente, nossa imprensa mencionou um especialista da Organização Mundial de Saúde, para quem as mortes, em sua magnitude, relacionadas à pandemia de idosos internados em asilos na Itália se assemelharam a um “massacre” – pelas razões apresentadas há pouco.

Podemos agora perguntar: seria a presente ameaça aos idosos residentes em ILPIs mais um desafio para o qual aquelas mesmas pessoas acima de sessenta anos deverão apresentar solução? Este talvez seja o grande desafio a ser enfrentado pelos mais jovens também: evitar que esse “massacre” possa ocorrer aqui.

Proteção dos idosos residentes nas ILPIs

Há cerca de vinte anos os asilos, as casas de repouso, os abrigos e as casas geriátricas passaram a receber a denominação Instituição de Longa Permanência para Idosos ou, apenas, ILPIs. Essas instituições podem ser criadas e mantidas pela iniciativa privada ou pelo poder estatal. Uma parte significativa delas vive de doações levantadas junto à sociedade, empresas, famílias, mais os pagamentos efetuados pelas famílias ou pelos próprios idosos.

O que é uma ILPI? A história do Grupo Altevita – Altevita

Nesses tempos de pandemia todos estamos cientes do quanto o vírus parece ser mais nocivo aos idosos e, dentre eles, aos que apresentam duas ou mais morbidades, as chamadas comorbidades. Portanto é imprescindível proteger essas pessoas da exposição à contaminação pelo vírus.

Percebemos agora que é um ato de amor os pais, as mães e demais responsáveis pelas crianças, impedirem a visita destes aos seus avós, bisavós e demais entes queridos de idade avançada – um ato de amor em benefício dos idosos e também das crianças.

Assim percebe-se que os residentes de uma ILPI devem ser protegidos da contaminação, evitando-se a presença física de familiares e amigos. Da mesma forma, os idosos devem ser protegidos no contato inevitável com os profissionais de saúde ou cuidadores que, por circularem em ambientes externos à ILPI, podem portar o vírus para o ambiente em que se encontram os idosos internados.

As razões são evidentes, pois estando os idosos normalmente isolados na ILPI, seu adoecimento depende de que o agente de contaminação seja levado para dentro do seu ambiente. Há também a preocupação relacionada à logística: em média, um idoso nessa instituição compartilha um dormitório com outros três idosos …

Especialistas se reuniram no início de abril na câmara de deputados federais com representantes de alguns ministérios para elaborarem, juntamente com representantes de ILPIs, um protocolo para que o idoso residente seja prontamente atendido em hospitais, se contrair o Covid19. Segundo eles essa medida ajudaria a prevenir a disseminação do vírus entre os demais internados e profissionais. Alertaram também para a necessidade de proteção, com medidas específicas e uso de roupas e equipamentos especiais, dos profissionais no seu contato com os internos.

Na mesma reunião, afirmou-se que há 1.500 ILPIs cadastradas no Sistema Único de Assistência Social no país e que, juntas oferecem setenta e quatro mil vagas de residência/internação. Sessenta e três mil delas estão ocupadas.

Ficou evidente a importância de que se disseminem informações adequadas em todo o país “para que as ILPIs não virem uma bomba relógio”. Infelizmente não ficou claro a que se referiam ao usar essa expressão, mas aparentemente significa duas coisas: tomar medidas para impedir a entrada do agente de contaminação no ambiente dos asilos e casas de repouso e, se houver contaminação, impedir que ela se estenda aos demais residentes. São sessenta e três mil pessoas em todo o país nessa situação. Ou seja, um verdadeiro tesouro em vidas, em experiência, em conhecimento, em sentimentos, em relações familiares e de amizade. Precisa ser protegido!



Não perca: sábado 25/04 tem mais Sociedade!!

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora